quarta-feira, 7 de outubro de 2009

modificando a luz dessa noite,

pois bem: se não dá pra repetir certas noites, há que se inventar uma forma inédita de revivê-las.


nada que uma falta de juízo não resolva.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

e eu vou morrendo na praia,

deixa a maré me levar pra longe, longe, longe, longe... onde a memória me foge.

pois é, lula.

no raso também se afoga.

vontade de andar de patins,

quinta-feira, 12 de março de 2009

passe em casa,

- tô te esperando -

pois sim, é o que mais tenho feito, eva vilma.

esperar,
esperar,
esperando.

sentadinha com a bunda na cadeira? não.
gritando. escrevendo. às vezes suspirando, verdade. mas abrindo caminho pro está-por-vir.

sentindo saudades. todas.

(gente, alguém aperta 'stop' nesse coração galinha de leão)


o pensamento não quebra na praia da boca.

domingo, 8 de março de 2009

vamos fazer uma festança,

e tudo será verdade quando o amor se espalhar,

te amo, mercado da boa vista.
te amo, sábado.
te amo, brahma gelada do lelêu.

não te amo, tarifa cara da oi.

sexta-feira, 6 de março de 2009

o tempo que o amor não nos deu,

mas dará.
será seco ou molhado?

será mar.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

ímpares,

mais um ano que nos chega, pés fincados na areia.
inúmeros sorrisos, velhos abraços.
somatório de vozes, rodopios.


e as ondas, as ondas, as ondas, as ondas.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

ais,

-

Volta, quis dizer, parado no meio da praça.
Mas agora, tantos anos depois, não saberia se teve mesmo vontade de chamar ali, ao meio-dia de uma tarde de Peixes, ou se repetiria depois baixinho, à noite, sozinho na cama, no mesmo quarto com o irmão mais velho, nessa noite ou em todas as outras depois dessa, à medida que o verão fosse indo embora e as noites todas se tornassem mais e mais frias, junho julho, agosto adentro, enrolado em cobertores, vida afora repetindo volta, Beatriz, volta que eu cuido de ti e dou um jeito qualquer de tu ficares boa e então nós podemos ir embora para a África ou Oceania ou Eurásia ou qualquer outro lugar onde tu possas ficar completamente boa do meu lado e para sempre, volta que eu te cuido e não te deixo morrer nunca. Não disse nada. Pisando lenta, olhando o sol, Beatriz foi embora para sempre dos doze anos de vida dele.